
O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) saiu em defesa da suspensão do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) e do apoio governamental ao agronegócio. A manifestação ocorreu após a decisão do atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), de manter a suspensão da cobrança do tributo, atendendo a um pedido dos produtores da região, medida que deve impactar a receita do Estado.
Mauro disse que deixou de anunciar a decisão sobre o Fethab para o atual governador Otaviano Pivetta, tendo em vista o impacto financeiro que a medida trará para o caixa estadual.
“Medida extremamente correta, nós conversamos isso dentro do governo, nós conversamos isso lá atrás e é uma medida que eu deixei de anunciar porque fazia muito mais sentido, na minha cabeça, que ele anunciasse, porque ele estará como governador ao longo do ano e vai ter um impacto no caixa orçamentário do Estado. Então era justo que ele fizesse esse anúncio”, disse o ex-governador.
O pré-candidato ao Senado afirmou que a suspensão do tributo se justifica como forma de apoio aos produtores neste período em que classifica como de crise, devido a grande contribuição do agronegócio para a economia do Estado.
“Fazer falta, com certeza, sim, mas nós não podemos, também, deixar de contribuir com aqueles que sempre contribuíram. Seria a mesma coisa de alguém te ajudar durante toda uma vida, durante muito tempo e no dia que essa pessoa precisar de uma ajuda você virar as costas para ela. Seria uma ingratidão muito grande”, afirmou Mauro.
O ex-governador destacou que o setor agropecuário atravessa um momento delicado, devido aos impactos da guerra no Oriente Médio, as mudanças nos preços das commodities e a valorização do real sobre o dólar. Tendo isso em vista, ele defende que o Estado utilize mecanismos legais para aliviar a pressão sobre os produtores.
“O governo pode sim ter medidas legais de ajudar esse setor, para você não matar a galinha de ovos de ouro, como se diz no ditado popular”, relatou Mendes.
Apesar do anúncio, Mauro afirma que até o final do ano o cenário pode se reorganizar e o pagamento do tributo voltar a ser cobrado, porém neste momento é necessário o estímulo para o produtor.