
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos) comentou sobre a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal para a União Europeia, classificando como desfavorável para o estado. Apesar da avaliação adversa, Russi recordou de outros episódios parecidos e minimizou os efeitos negativos.
“Isso é ruim, mas nós já tivemos outros momentos com problemas parecidos e até piores e a gente superou, então a gente tem condição de fazer essa discussão, essa conversa”, declarou o deputado, em coletiva nesta quarta-feira (13).
A União Europeia mantém uma lista de países considerados aptos a exportar produtos de origem animal ao bloco. O Brasil estava autorizado até o momento, mas foi retirado após uma revisão das regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal, à qual o país não apresentou garantias suficientes sobre o controle.
Na prática, produtos como carne bovina, carne de frango, entre outros, poderão deixar de entrar no mercado europeu caso o governo brasileiro não consiga atender às exigências sanitárias até a data limite.
Para Max Russi, o diálogo entre o Governo e autoridades europeias é essencial para evitar prejuízos ao setor agropecuário mato-grossense, já que o setor representa 33,6% de toda a economia de Mato Grosso, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Espero que o Governo Federal, os responsáveis por esse diálogo, façam da forma mais rápida possível e mais clara possível, porque realmente prejudica bastante um setor importante que é o nosso Estado, que é o setor animal e gera muita exportação e gera muitas divisas para todo o Mato Grosso”, disse.