
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), afirmou que sua participação na investigação que apura uma rede de ataques contra autoridades públicas se deu na condição de denunciante. Segundo o parlamentar, após formalizar o caso junto às autoridades, cabe agora à Polícia Civil e ao Poder Judiciário conduzirem os desdobramentos da apuração.
A declaração foi dada na quarta-feira (27), ao comentar a Operação Fake Web, que investiga a atuação de um grupo suspeito de usar perfis falsos nas redes sociais para disseminar conteúdos com calúnias, injúrias e difamações contra agentes públicos.
“Eu passei isso para a Justiça, espero que a Justiça tome providência, confio muito na nossa Polícia Civil, no nosso Poder Judiciário e tenho certeza que já foram feitas ações”, declarou Russi.
Max ressaltou que já adotou as providências que cabiam a ele no campo legal, ao levar os ataques ao conhecimento das autoridades, e que, a partir de agora, acompanha o andamento do caso como parte interessada no esclarecimento dos fatos.
“Eu estou acompanhando o desfecho disso. Acho que o que eu já tinha que fazer, eu já fiz. Já tomei as medidas e agora é confiar na Justiça mesmo, que vai fazer e conduzir da melhor maneira possível”, afirmou.
No último dia 20, quando a Polícia Civil deflagrou as primeiras medidas ostensivas da operação, Max já havia confirmado à imprensa que procurou as autoridades após se sentir atingido por publicações feitas nas redes sociais. Ele afirmou, à época, que críticas ao mandato são legítimas, mas que ataques pessoais, informações falsas e acusações sem comprovação precisam ser investigados.
A denúncia apresentada pelo parlamentar passou a integrar a apuração conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Cibernéticos. Conforme as investigações, o grupo suspeito atuava de forma coordenada na internet, principalmente por meio de perfis falsos no Instagram e aplicativos de mensagens instantâneas.
Durante a operação, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Foram recolhidos computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia técnica.
A análise do material apreendido deve ajudar a Polícia Civil a identificar os responsáveis pelas publicações, rastrear a origem dos conteúdos e dimensionar a extensão dos ataques feitos no ambiente virtual.
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