
A mudança no comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) a partir do ano que vem não deve influenciar o novo concurso público do órgão, marcado para 2027. Segundo o presidente da Casa, deputado estadual Max Russi (Podemos), o certame é tratado como uma necessidade e vem sendo planejado e estruturado pelo Parlamento há algum tempo, restando agora os ajustes finais para a execução.
De acordo com Max, a abertura do concurso foi impedida anteriormente por conta de entraves jurídicos que agora estão em vias de solução. Ele ainda garantiu que as provas vão acontecer “independente do gestor” que estiver à frente da Mesa Diretora no período. O pleito interno da Casa de Leis está marcado para acontecer em agosto.
O número exato de vagas que serão disponibilizadas no edital ainda não foi fechado. A Mesa aguarda a conclusão de um estudo técnico que está sendo conduzido pelo setor de Recursos Humanos do Legislativo para mapear os gargalos de pessoal.
O foco do concurso será o provimento de cargos das chamadas áreas finalísticas da Casa. Cargos de assessoria direta e de confiança política continuarão sob o regime de livre nomeação. “Estamos levantando por setor para ver quais são os cargos estritamente de concurso público. Pretendemos colocá-los em edital para realizar o certame”, pontuou o deputado.
Questionado sobre a possibilidade de o concurso enxugar o atual quadro de colaboradores, Max rechaçou uma demissão em massa e explicou que o objetivo central é promover uma substituição gradual de servidores comissionados por profissionais efetivos.
Para o presidente, a mudança melhora a governança e a continuidade dos trabalhos na ALMT. “O servidor efetivo tem um compromisso maior em termos de construir uma carreira ao longo da sua vida dentro do Parlamento Estadual. Há funções que são estritamente para concursados e vamos trabalhar nessa direção”, defendeu.
O deputado ainda lembrou que o número de funcionários contratados sempre respeitará o limite necessário para manter o alto volume de entregas da Assembleia, que engloba estruturas complexas como rádio, TV Assembleia, comissões técnicas e câmaras setoriais.
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