Terça, 22 de Setembro de 2026
26°C 38°C
Cuiabá, MT
Publicidade

Expansão do IoT no Brasil exige mais força tecnológica

Ao abrir consulta pública sobre a regulação do setor de internet das coisas, a Anatel evidencia o avanço acelerado de dispositivos conectados no país. Para André Luiz Ota, CEO da Ikonn, o cenário acentua a necessidade de infraestruturas de dados c...

Da Redação
Por: Da Redação Fonte: Agência Dino
22/09/2026 às 14h26
Expansão do IoT no Brasil exige mais força tecnológica
Divulgação Ikonn

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu, em junho, uma consulta pública para reavaliar a regulação do mercado de internet das coisas (IoT) e das comunicações máquina a máquina (M2M) no Brasil. O órgão aponta que o país já soma cerca de 30 milhões de acessos vinculados a essas tecnologias, o equivalente a 11% de todas as conexões móveis em operação atualmente. O levantamento evidencia a velocidade com que sensores, veículos e equipamentos vêm se conectando a redes de telecomunicações para fins de monitoramento remoto.

O crescimento já era percebido no fechamento de 2024, quando dados da Anatel mostraram alta de 9,9% nos acessos de IoT no país, que passaram de 43 milhões para 47,3 milhões em um único ano. Foram justamente os chips voltados a dispositivos machine to machine, entre eles equipamentos usados no rastreamento de veículos e frotas, os responsáveis por puxar a expansão total do mercado móvel brasileiro no período.

Esse movimento coloca pressão direta sobre as centrais de rastreamento e monitoramento de ativos, responsáveis por processar, em tempo real, o volume crescente de dados gerados por veículos, cargas e equipamentos conectados. De acordo com André Luiz Ota, CEO da Ikonn, empresa de engenharia de sistemas voltada a esse segmento, o setor atravessa uma espécie de seleção natural, na qual plataformas frágeis perdem espaço para arquiteturas preparadas para operar em larga escala.

"O mercado está passando por um expurgo natural. Por muito tempo, vender rastreamento era apenas colocar um chip em um módulo básico e rezar para o software não travar", analisa. Para o executivo, atualmente quem tenta dominar o mercado usando sistemas legados ou plataformas de prateleira genéricas está sendo engolido pela concorrência.

"As centrais que estão liderando essa nova fase abandonaram a mentalidade de ‘comprar software barato’ e passaram a investir em ecossistemas baseados em alta disponibilidade, em que a plataforma absorve o estresse do crescimento massivo sem que o cliente final perceba qualquer oscilação", completa.

Pilares para sustentar o crescimento

Na avaliação de Ota, o fator determinante para uma central se preparar para escalar é a aplicação efetiva da engenharia de sistemas. Segundo ele, escalar não significa apenas adicionar servidores, mas contar com uma arquitetura de dados projetada para suportar o IoT massivo desde a concepção do sistema.

"Há três pilares como inegociáveis: robustez de banco de dados, capaz de processar bilhões de coordenadas e extrair informações de redes CAN-bus em milissegundos; automação operacional, com motores de regras que decidem e alertam de forma autônoma, reduzindo o custo com operação humana; e integração entre o software usado no escritório e a ferramenta utilizada pelo técnico em campo, unificando a fonte de informações da operação", elenca o executivo.

A ponta de operação também é identificada pelo CEO da Ikonn como decisiva para o resultado final. Conforme explica, falhas na instalação física ou na configuração de hardware comprometem toda a cadeia de dados que abastece a central. "Por isso, tecnologias que permitem ao técnico realizar um autoteste de instalação, validando sinal de GPS, GPRS, bloqueios e sensores periféricos antes de concluir o serviço, eliminam retrabalho e ampliam a velocidade de ativação de novos veículos monitorados", assinala.

Tendências para o futuro

Para os próximos anos, Ota projeta a consolidação de centrais que mantenham controle próprio sobre a operação de ponta a ponta, em contraposição às que ainda dependem de soluções terceirizadas e engessadas. Do ponto de vista tecnológico, ele avalia que o cruzamento do 5G com hardwares mais avançados, como o padrão internacional de vídeo telemetria JT/T 808, deve exigir processamento de inteligência artificial na borda da rede, prática conhecida como edge computing.

"Não estaremos mais rastreando posições, estaremos ingerindo fluxos de vídeo com IA preditiva e biometria do motorista em tempo real", afirma. Para ele, empresas sem uma engenharia de sistemas preparada para essa avalanche de dados complexos tendem a perder espaço no mercado nos próximos anos.

O movimento identificado por Ota dialoga diretamente com o cenário indicado pela Anatel: o crescimento acelerado de dispositivos conectados amplia a quantidade de dados que trafegam nas redes de telecomunicações e exige das centrais de rastreamento uma base tecnológica capaz de sustentar essa expansão sem comprometer a estabilidade do serviço prestado.

"A discussão regulatória em curso e os indicadores de mercado confirmam que a infraestrutura tecnológica se tornou fator central para a competitividade do setor nos próximos anos", completa o executivo.

Para mais informações, basta acessar: https://www.ikonn.com.br

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Magnific
Economia Há 3 minutos

Empresas com ERP reduzem custos operacionais de 10% a 30%

Estudos da Deloitte e da McKinsey indicam que transformações apoiadas por sistemas ERP podem gerar reduções de custos operacionais de até 30%. Automação, simplificação de processos, integração de dados e adoção da nuvem estão entre os fatores asso...

Designed By ChatGPT
Economia Há 10 minutos

Como IA e dados transformam a busca por compradores em M&A

Dados, automação e inteligência artificial estão transformando a busca por compradores em operações de M&A. A tecnologia amplia o universo de potenciais interessados, identifica perfis com maior aderência e apoia a priorização estratégica. No Bras...

Divulgação / WIKA
Economia Há 43 minutos

WIKA apresenta soluções de instrumentação na ROG.e 2026

Empresa leva ao evento tecnologias para medição de pressão, temperatura, nível, vazão e força aplicadas às diferentes etapas da cadeia de petróleo e gás

Imagem gerada por IA
Economia Há 58 minutos

Nova regra da CNH permite aulas com instrutor autônomo

A partir da resolução do Contran que dispensa aulas obrigatórias em autoescola, alunos passam a contratar instrutores autônomos credenciados pelo Detran diretamente por plataformas digitais. O Seu Instrutor está entre as primeiras iniciativas dess...

Canva
Economia Há 1 hora

Agentes de IA ampliam desafio de controle de acessos

Expansão de agentes autônomos aumenta a presença de identidades não humanas nos ambientes corporativos e exige novas estratégias de governança e segurança

Cuiabá, MT
37°
Tempo nublado
Mín. 26° Máx. 38°
40° Sensação
5.14 km/h Vento
37% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h34 Nascer do sol
18h40 Pôr do sol
Quarta
38° 21°
Quinta
43° 24°
Sexta
44° 29°
Sábado
45° 28°
Domingo
44° 29°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade