
O vereador por Cuiabá, Ilde Taques (Podemos), praticamente liquidou a disputa pelo comando da Câmara de Cuiabá, cuja eleição acontecerá no dia 6 de outubro. Nesta sexta-feira (25), durante um almoço, ele, que é afilhado politico do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), reuniu 15 dos 25 vereadores numa foto posada à la time de futebol e praticamente sacramentou a vitória
O grande destaque do convescote foi a presença da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que aderiu ao grupo. Alé então defendia Dilemário Alencar (União Brasil).
Além de Ilde e Baixinha, participaram do encontro Daniel Monteiro (Republicanos), Alex Rodrigues (Podemos), Adevair Cabral (Solidariedade), Didimo Vovo (PSB), Sargento Joelson (Podemos), Chico 2000 (sem partido). Jeferson Siqueira (PSD), Dra. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União Brasil), Katiuscia (Podemos), Maria Avalone (PSDB), Maysa Leão (Republicanos) e Eduardo Magalhães (Republicanos). A reunião terminou com foto do grupo e uma chapa praticamente desenhada.
Isso porque Eduardo Magalhães foi definido como vice, Adevair Cabral na 1ª Secretaria, Michelly Alencar na 2ª Secretaria o Maria Avalone como 2ª vice-presidente. Baixinha passou mais de quatro meses defendendo o nome de Dilemário, mas decidiu mudar de posição após avaliar as articulações para a formação da Mesa Diretora.
Segundo Baixinha, havia um entendimento de que Dilemário receberia apoio caso não avançasse a mudança no Regimento Intemo da Câmara para permitir a reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL). Para ela, o acordo não foi cumprido. "Eu entrei nessa discussão acreditando em uma palavra que foi dada. Eu acreditei nisso. Só que esse compromisso não se confirmou. E, para mim, politica sem palavra perde o sentido", informou
Mesmo deixando Dilemárno, Baixinha fez questão de dizer que a decisão não representa rompimento pessoal com o vereador. "Eu fui leal Bo Dilemário durante todo esse período. Estive ao lado dele porque acredito na experiência que ele acumulou em 16 anos de Câmara", completou.
Agora, a vereadora está no grupo de Ilde, mas afirma que não prelende ficar presa ao futuro presidente. "Meu vato não está à venda. Meu mandato tem um único dono, a povo", finalizou
RISCO DE RACHA
O prefeito Abilio Brunini (PL), que apoia a permanência de Paula Calil no comarido da Câmara, recentemente, afirmou que vê a candidatura de Ilde como uma ameaça politica, principalmente pelo grupo que se formou ao redor dele. Para a vereadora Paula Calil, a situação ficou complicada
Isso porque o Órgão Espeical do Tribunal de Justiça de Mato Grosso formou maioria para manter a regra que exige 18 dos 27 vereadores para alterar o Regimento Interno da Câmara. A regra é o principal obstáculo para a reeleição de Paula.
Para disputar novamente a Presidência, ela precisa primeiro conseguir mudar o Regimento e, para isso, precisa reunir os 18 votos. A atual presidente, que tem o apoio de Abilio, precisaria ainda conquistar outros parlamentares para conseguir alterar a regra e tentar permanecer no cargo. Ela só estaria com 10 vereadores a apoiando.